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Blog para compartilhar conhecimento, bons livros, reflexões e aprendizados

Conteúdo para quem procura ter uma vida mais produtiva, criativa e intencional

  • 29 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Se você está trilhando o caminho criativo (ou pensando em começar) nada melhor do que ouvir os conselhos de uma das mentes mais criativas do mundo da música.

Resumo O ato criativo

Rick Rubin é produtor musical e esteve por trás de alguns dos discos mais importantes das últimas décadas. Trabalhou com os mais diversos gêneros e artistas, indo de Beastie Boys, Aerosmith e Red Hot Chili Peppers até Johnny Cash, passando por Metallica, Lady Gaga e Ed Sheeran.


Mas, se você espera histórias de bastidores e curiosidades desses grandes nomes, pode esquecer. O livro não faz praticamente nenhuma menção a essas figuras.


De forma disruptiva, Rubin apresenta reflexões em capítulos curtos (do jeito que eu gosto) e, em alguns momentos, quase em forma de poesia. Ele aborda os principais temas do caminho do artista: das dúvidas iniciais e inseguranças às formas de expandir o potencial criativo e descobrir a própria voz.


A seguir, compartilho os ensinamentos que mais me chamaram a atenção no resumo visual de O Ato Criativo, de Rick Rubin:


Resumo Visual O Ato Criativo

5 principais insights


1. Antenas do pensamento criativo


O artista funciona como uma antena, capaz de captar a frequência do Universo. Somos apenas o veículo por meio do qual essas ideias são transmitidas. Capturamos, interpretamos, transmutamos e compartilhamos.


Os grandes artistas são aqueles que desenvolvem a sensibilidade para perceber esses sinais sutis.


Uma das formas de treinar essa sensibilidade é prestar atenção profunda àquilo que te atrai  e também ao que não te atrai.


“Essas transmissões são sutis: estão sempre presentes, mas não são fáceis de perceber. Se não estivermos procurando pistas, elas passam sem que sequer as notemos.”

2. O caminho criativo

“A arte é uma carreira instável para a maioria das pessoas. É comum que a recompensa financeira venha em ondas, quando vem.”

A pressão por ganhar dinheiro pode desvirtuar a arte. Um caminho possível é encontrar um trabalho que te sustente e, ao mesmo tempo, dê espaço para explorar sua criatividade, seja dentro ou fora dele.


Se você já sabe em qual área pretende atuar como artista, uma alternativa é buscar um emprego no mesmo ramo ou até estagiar nas horas vagas para entender como tudo funciona na prática.


3. Fazer arte não é uma competição

“Não jogamos para vencer; jogamos para jogar. No fim das contas, jogar é divertido. O perfeccionismo atrapalha a diversão. Uma meta mais hábil é encontrar conforto no processo.”

No início, é comum cair na armadilha da comparação. Isso pode nos desmotivar e até nos fazer abandonar o jogo.


Mas a arte é uma extensão de quem somos. Ninguém compete com você em ser você. O foco deve estar em desenvolver suas habilidades para se expressar da melhor forma possível - sem comparações.


4. Um único público

“A meta principal não é receber notas ou opiniões. Esta é sua obra, sua expressão. Você é o único público que importa.”

O que realmente importa é você estar satisfeito com o resultado e com o esforço colocado na obra.


Depois de compartilhá-la, você perde o controle sobre a reação das outras pessoas. Algumas vão gostar, outras não. E não há como prever. O que está sob seu controle é o nível de satisfação ao concluir o trabalho.


E quanto mais inovadora for a obra, maior a chance de gerar rejeição. E tudo bem. Se isso não acontecer, talvez seja um sinal de que você não foi longe o bastante.


5. Energia


O entusiasmo é a energia que guia a obra. Saber reconhecer quando ele está se esgotando é essencial para repensar o caminho e, talvez, voltar alguns passos.


Às vezes, a ideia ainda não estava pronta para ser lançada. Em outras, fomos longe demais nos detalhes.


Como artistas, devemos seguir o entusiasmo. Onde há entusiasmo, há energia. É ela que nos mantém em movimento, mesmo nos momentos de dúvida.


“O êxtase é a bússola que indica o verdadeiro norte. Ele surge genuinamente no processo de criação.”

Esse resumo é para que você não esqueça dos principais pontos, leia o livro completo para conseguir capturar esses e outros pontos.


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  • 10 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Na faculdade, costumávamos jogar poker nas noites de sexta-feira. Era a época do boom do jogo, e todo mundo queria aprender. Eu já me aventurava no online, mas muitos amigos ainda estavam dando os primeiros passos.


Uma das minhas diversões era tentar adivinhar as cartas dos meus oponentes quando chegávamos ao heads-up. Muitas vezes eu dizia a mão deles antes mesmo de mostrarem. A reação era sempre a mesma: um olhar de espanto, como se eles tivessem presenciado um truque de mágica.


Lembro de uma mão até hoje: o oponente deu raise no turn e eu respondi: “Reraise, porque acho que esse seu Ás e Cinco de ouro já perdeu essa mão.” O olho dele arregalou. “Como assim? Como você sabe?”. Ele fugiu, e eu puxei o pote — mesmo tendo uma mão pior.



No começo, o poker se resume a decorar a ordem dos jogos e entender as probabilidades. O iniciante olha apenas para a própria mão e para as cartas da mesa.


Mas a verdadeira beleza do poker aparece quando você percebe que poker não é só um jogo de probabilidades, mas é um jogo de expectativas. Quando você deixa de jogar apenas as suas cartas e passa a jogar também a “mente” do oponente.


Como funciona a mágica?


O jogador experiente sempre coloca o adversário em um range de mãos possíveis desde o início do jogo. A cada carta virada, uma nova informação restringe esse range:

  • Quanto ele apostou em relação ao pote?

  • Como essa aposta se compara com a anterior?

  • Qual foi sua reação à carta do turn ou do river?

  • Que tipo de jogo ele pode estar construindo?

  • Que carta futura o assusta — ou o favorece?


Só depois de juntar todas essas pistas ele volta para a própria mão. E, às vezes, nem precisa dela para jogar: basta fazer o oponente acreditar que está perdendo.


No poker, chamamos isso de metagame.


Nos investimentos, Howard Marks chama de pensamento de segundo nível.



Em seu livro O Mais Importante para o Investidor, Marks escreve:


“Uma vez que outros investidores podem ser inteligentes, bem informados e altamente informatizados,é preciso encontrar alguma vantagem que eles não tenham, pensar em algo a que eles não se ativeram, ver coisas que eles não conseguiram enxergar ou perceber o que eles não perceberam. É preciso reagir e se comportar de maneira diferente.


O pensamento de primeiro nível é simplista, superficial e comum a quase todas as pessoas. “O cenário da empresa é favorável e, por isso, as ações vão subir.”


O pensamento de segundo nível é profundo e complexo. O pensamento deste nível leva muitas coisas em conta:

Qual é a gama de prováveis resultados futuros?

Que resultado eu acho que vai ocorrer?

Qual é a probabilidade de eu estar certo?

Qual é o consenso?

Em que aspectos minha expectativa difere do consenso?

Como o preço atual do ativo se comporta com base na visão consensual do futuro? E na minha visão?

A psicologia de consenso que está incorporada ao preço é muito otimista ou pessimista?

O que acontecerá com o preço do ativo se o consenso estiver certo? E se estiver errado?


Pensadores de primeiro nível buscam fórmulas simples e respostas fáceis. Os de segundo nível sabem que investir bem é a antítese da simplicidade.”



Assim como no poker, investir - especialmente em ações - também é um jogo de expectativas.


Existem inúmeras técnicas de valuation para estimar um preço justo. Mas isso é olhar apenas para a própria mão.


Não adianta muito encontrar um “preço justo” sem entender o que o mercado espera. Uma ação pode ficar meses e até anos longe desse valor. O mercado pode permanecer irracional por mais tempo do que gostaríamos.


Como diz Michael Mauboussin:

“Quando você negocia em mercados, não basta ter sua própria visão; você precisa considerar o que as outras pessoas pensam.”

Mas pensar no segundo nível é difícil. Não é ciência exata.


Exige pensamento crítico sobre nossas teses e sobre o que o mercado está precificando. 


Como aprendi no poker, conseguir desenvolver essas habilidades, precisamos de 3 coisas:


  1. Entender que jogo estamos jogando (espero que o post tenha ajudado com isso);


  2. Um processo de decisão que faça você refletir sobre as expectativas e as narrativas do oponente (ou do mercado) - e não apenas as suas cartas;


  3. Treino (e paciência). Não existe atalho. Você só melhora através de muita tentativa e erro, depois de muito tempo de jogo.


Nas palavras de um dos maiores investidores de todos os tempos, Charlie Munger: 

“Não é para ser fácil, é tolo quem acha que é.”

Mas quando você chega no nível de “enxergar” a carta do oponente, começa a jogar o jogo de verdade. Começa a dominar a arte. Aos olhos dos outros, vai parecer mágica.


E essa é a beleza do poker — e dos investimentos.



Esse é uma parte de um capítulo do livro que eu estou escrevendo.


Se você gostou do conteúdo, compartilhe a publicação e deixe o seu curtir para eu saber se continuo divulgando alguns trechos do livro antes da publicação.



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  • 3 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Se você já subiu no alto de uma montanha e parou para olhar a paisagem lá de cima, sabe exatamente a sensação. Um momento de paz interior, que é difícil descrever.



A natureza tem esse poder. Há algo especial quando estamos diante de algo tão vasto e grandioso. Eu chamo isso de momento de insignificância.


Ali, percebemos que somos minúsculos diante de paisagens que levaram milhões de anos para existir e que continuarão ali muito depois de nós. Nossa existência é praticamente insignificante.


À primeira vista, essa consciência pode parecer triste. Mas, se olharmos com atenção, ela é libertadora.


Porque, se somos apenas um ponto nesse imenso cenário, então:

  • pouco importa se você tentar algo novo e falhar;

  • pouco importa a opinião de quem não está no jogo com você;

  • pouco importam bens, status ou metas que você persegue apenas para impressionar;

  • pouco importa até mesmo qual será o “grande legado” que você deixará.


Como escreveu Marco Aurélio:

“Tudo é efêmero, tanto que lembra, como aquele que é lembrado.”

Esse pensamento não precisa gerar angústia. Pelo contrário: pode trazer clareza.


Se tudo é finito, então não faz sentido viver tentando atender expectativas que não são suas. Não faz sentido carregar ansiedades que só existem porque esquecemos que a vida é curta e frágil demais para ser desperdiçada com o que não importa.


Em uma linguagem mais moderna, Mark Manson escreve em seu livro “A sutil arte de ligar o f*da-se”: Estar pouco se fudendo para tudo é alcançar um estado quase espiritual de aceitação da efemeridade da própria existência.


E quando aceitamos isso, ganhamos espaço para viver de forma mais leve, mais verdadeira e mais alinhada com quem queremos ser.


Foque em evoluir como pessoa. Em se tornar alguém um pouco melhor a cada dia.


Arrisque um caminho que realmente te faça feliz. Não tenha medo de tentar e falhar.


E ajude quem estiver ao seu redor. Porque, no fim, são essas pequenas ações que dão sentido ao pouco tempo que temos aqui.


E, de tempos em tempos, suba uma montanha e sinta o momento de insignificância.


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