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Blog para compartilhar conhecimento, bons livros, reflexões e aprendizados

Conteúdo para quem procura ter uma vida mais produtiva, criativa e intencional

Uma mãe que foi abandonada na pobreza com 3 filhos; um professor com câncer terminal lecionando suas últimas aulas; um psiquiatra que perdeu toda a sua família mas sobreviveu a um campo de concentração. Com tudo para serem infelizes, essas pessoas encontraram um caminho surpreendente para a felicidade. Como?



Arthur Brooks estudou e começou a ensinar na faculdade a utilizar a ciência para nos tornarmos mais felizes.


Neste livro, ele e Oprah Winfrey mostram que existem 2 mudanças de mentalidade que precisamos ter (compreensão da felicidade e da infelicidade; e o autogerenciamento emocional) e 4 pilares que precisamos trabalhar para sermos mais felizes: Família, amigos, trabalho e fé.


De forma prática e objetiva, Brooks traz os desafios de cada pilar e ações que podemos pôr em prática para evitar ou mitigar essas barreiras, priorizando aquilo que importa e construindo a vida que desejamos, uma muito mais feliz.


Veja o resumo visual de Construa a vida que você quer (Arthur Brooks):

Resumo visual Construa a vida que você quer

5 Principais Insights


  1. Infelicidade não é o inimigo

O primeiro passo para ter uma vida mais feliz é entender que a infelicidade não é uma barreira para você ser feliz.


Muitas pessoas acham que somente quando eliminarem a infelicidade é que serão felizes. “Quando eu ganhar muito dinheiro e não precisar me preocupar com as contas, serei feliz.”, “Se eu não precisasse pagar as contas, eu não pediria demissão e seria feliz.”.


Mas a verdade é que nunca será feliz assim, pois sempre haverá infelicidade. As pessoas que são realmente felizes, são felizes apesar das adversidades.


Podemos ser felizes mesmo com momentos de tristeza e sofrimento.


  1. Metacognição

O segundo passo é a metacognição. Ter a consciência que suas emoções e suas ações são coisas diferentes.


Sem a metacognição somos reativos às nossas emoções. Quando sentimos raiva, explodimos. Quando sentimos ansiedade, travamos. Quando sentimos tristeza, nos isolamos.


Mas o cérebro humano evoluiu a um ponto onde podemos apenas sentir e observar nossas emoções e em vez de reagir, ter a consciência de que podemos agir de outra maneira.


Quando sentimos raiva, podemos fazer um exercício de respiração ou contar até 20. Imaginar as consequências de agirmos por instinto. Imaginar, por exemplo, seu chefe lendo sua resposta mal educada em um momento de fúria. Isso pode ajudar a esfriar a cabeça e agir sem tanta raiva.


Porque as nossas emoções são apenas sinais de que algo aconteceu ao seu redor e seu corpo precisa agir. Mas as emoções não são nossas ações.


Pessoas mais felizes sabem como separar essas coisas, por isso constroem relações duradouras e conseguem alcançar uma paz interior.


  1. Conflitos em família

Conflitos em família são sinais que os membros ainda se preocupam uns com os outros. O objetivo não é fazer com que eles desapareçam, mas conseguir administrá-los e resolvê-los em conjunto, quando possível.


A maioria dos conflitos acontece por expectativas incompatíveis.


Os pais esperam algo dos filhos, mas não verbalizam e os filhos acabam não atendendo as expectativas, gerando conflitos. O inverso também é verdadeiro, os filhos possuem expectativas sobre os pais. 


O casal tem expectativas sobre o papéis de cada um na casa, mas que em geral não são compatíveis.


Portanto, a melhor forma de gerenciar conflitos é deixar claro as expectativas e parar de tentar ler a mente das pessoas. Grande parte dos problemas é por falta de comunicação.


Se esforce para melhorar o relacionamento com todos da família, porque de forma mística, “essas pessoas” fazem parte do que você é.


  1. Não é sobre Utilidade

Outro pilar da felicidade é o seu círculo social. Isso não quer dizer que você precise ser uma pessoa sociável.


Estudos mostram que ter apenas um grande amigo, além de seu cônjuge, basta para garantir a felicidade da pessoa.


Mas não é qualquer tipo de amigo.


Devido à pressão social, somos levados a fazer amigos de negócio. São aquelas pessoas que ficamos amigos no trabalho ou por interesse. Podem ser pessoas agradáveis, que conversamos bastante, mas não são aquelas que conversamos sobre assuntos profundos. Que podemos nos abrir e falar sobre os grandes problemas da vida, esses são os amigos verdadeiros.


E são os amigos verdadeiros que são essenciais para nossa felicidade.


Infelizmente, eles são aqueles mais fáceis de deixarmos de lado, porque o que faz deles verdadeiros é que eles são inúteis.


Inúteis no sentido de que não temos interesse em estar com eles. Apenas nos sentimos bem com a sua presença. Falamos coisas interessantes. Geralmente compartilhamos paixões que não tem nada a ver com trabalho.


Se quer ser mais feliz, esforce-se para manter esse tipo de amizade. Esforce-se para agitar um encontro presencial e sempre que possível pergunte como essa pessoa está.


  1. Evite Objetificação

“É muito fácil perder o seu verdadeiro eu para uma representação de si mesmo que corresponde ao seu cargo ou aos seus deveres.”

Como o trabalho ocupa grande parte do nosso dia, é comum as pessoas assumirem o seu cargo ou função como sua própria identidade.


Pergunte para alguém se descrever em 2 minutos e é muito provável que ela irá falar a profissão, o estado civil e que é pai ou mãe. E isso é a auto objetificação.


O problema com isso é que você nunca estará feliz.


Se você é o seu cargo, você sempre estará buscando o próximo cargo. 


E se por algum motivo você for demitido, você não saberá mais o que você realmente é, um dos grande motivos de depressão, pois você perdeu a sua própria identidade.


Mas a verdade é que você não é seu trabalho. A felicidade depende de você, não do seu trabalho em específico.


Tenha um plano de carreira que esteja alinhado com quem você é de fato. Em uma empresa que tenha os valores alinhados, com um chefe que também esteja alinhado.


Mas a grande dificuldade é conhecer a si mesmo.

Construir a vida que você quer não é um destino, é um exercício diário.


Leia o livro, reflita sobre como está lidando com os 4 pilares e construa uma vida melhor e mais feliz.

Esse resumo é para que você não esqueça dos principais pontos, leia o livro completo para conseguir capturar esses e outros pontos.


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  • 23 de abr.
  • 1 min de leitura

Quer ser lembrado na hora da promoção? Tire o sapo do prato do seu chefe.


Como funcionário, o seu cliente mais importante não é o consumidor final, não é o acionista e não é o CEO. Seu cliente mais importante é o seu chefe.


Isso não quer dizer que você deva ser um puxa-saco. O cliente sabe que o vendedor é educado porque quer bater a meta de vendas.


O seu verdadeiro objetivo é resolver os problemas do seu cliente.


Na correria do dia a dia, não paramos para pensar estrategicamente nisso. Mas todo chefe tem problemas. Um sapo grande e feio que ele precisa engolir.


Porém, muitas vezes nem ele mesmo enxerga o sapo. Se ele soubesse resolver, já teria resolvido e se soubesse delegar, já teria delegado.


É aí que entra a sua oportunidade


O seu trabalho é identificar o sapo e, de forma estratégica, retirar do prato do seu chefe e comer você mesmo.


Gerar valor é identificar e resolver problemas. Os seus e os dos seu chefe.


Se você fosse chefe, quem você iria defender na hora da promoção?


Se você já leu "Cansei" O que fazer para mudar e sair dessa vida cansada", não se esqueça de avaliar.


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  • 13 de abr.
  • 6 min de leitura

Se você se considera uma pessoa introvertida, sabe que não é fácil “sobreviver” em um mundo que constantemente exige que você seja mais extrovertido, que fale bem em público, que não tenha vergonha de se expor e que saiba “se vender”.


Resumo O Poder dos Quietos

É verdade que o mundo se beneficiou muito das qualidades dos extrovertidos. Mas exigir que todos se encaixem nesse mesmo perfil pode ser um tiro no pé.


E é exatamente isso que nossa cultura, nossas empresas, nossas escolas e até pais e mães (de forma inconsciente) têm feito nas últimas décadas.


No livro O Poder dos Quietos, Susan Cain mostra como chegamos a esse ponto, em que valorizamos o chamado “Ideal da Extroversão”, e por que precisamos repensar esse caminho.


Não se trata de voltar ao antigo, mas de encontrar um equilíbrio: um meio-termo onde possamos valorizar tanto extrovertidos quanto introvertidos, aproveitando o melhor de cada um.


Mais importante ainda, ela mostra como os introvertidos podem se tornar mais conscientes do próprio temperamento e criar mecanismos para desenvolver comportamentos extrovertidos quando necessário, sem deixar de respeitar sua natureza.


Saber a hora de voltar ao próprio ritmo é essencial para evitar sobrecarga e até o risco de burnout.


Também precisamos desenvolver a capacidade de identificar esses traços em nossos filhos, para ajudá-los a enfrentar os desafios do mundo. Nem todos nasceram para estar sob os holofotes, e essa é justamente a beleza da natureza humana: a diversidade de temperamentos.


A questão é: como podemos potencializar o que cada pessoa tem de melhor, em vez de tentar encaixar todos no mesmo molde exigido pelo “mercado”?


Se você é extrovertido, leia este livro para entender que nem todos pensam e reagem como você, especialmente quando se trata de estímulos externos.


Se você é introvertido, este livro funciona como um mapa para navegar um mundo cada vez mais barulhento.


Seja como líder, professor ou pai, a leitura nos convida a repensar a forma como comunicamos, ensinamos e incentivamos comportamentos, muitas vezes ignorando o poder dos quietos.


Veja o resumo visual de O poder dos Quietos (Susan Cain):

Resumo visual O poder do Quietos Susan Cain

5 principais insights


1- O Culto à Personalidade


No último século, principalmente nas culturas ocidentais, houve uma mudança no tipo ideal de pessoa. Com o crescimento do mundo corporativo e das vendas, deixamos de lado o Culto ao Caráter — que valorizava pessoas sérias, disciplinadas e focadas, como Isaac Newton — e passamos a valorizar o Culto à Personalidade: energia, carisma, persuasão e presença.


Em um contexto onde vender era essencial, fazia sentido priorizar perfis mais performáticos. E, de fato, tivemos muitos casos de sucesso.


As universidades passaram a formar esse tipo de profissional, incentivando alunos a se posicionarem, falarem mais e se exporem. Muitas vezes sob a lógica de que “é melhor falar com confiança, mesmo sem saber, do que ficar em silêncio”.


As escolas seguiram essa tendência, preparando os alunos para essas universidades. E os pais, naturalmente, passaram a incentivar os filhos a se tornarem mais extrovertidos desde cedo.


Hoje, existe uma indústria inteira voltada para esse objetivo, de Dale Carnegie a Tony Robbins, passando por grande parte dos livros de autoajuda.


Mas a pergunta permanece: será que esse é o único caminho?


Grandes ideias, obras de arte e invenções nasceram de pessoas introvertidas, capazes de se concentrar profundamente e explorar ideias fora do padrão. Pessoas como Steve Wozniak, Albert Einstein, Bill Gates, Steven Spielberg e J.K. Rowling.


Como sociedade, precisamos de equilíbrio. De um lado, a energia e a ação dos extrovertidos; do outro, a profundidade e a reflexão dos introvertidos.


Tudo começa com a consciência de que alguns nasceram para brilhar nos holofotes, e outros, para construir grandes ideias longe deles.



2 - O mito do líder carismático


Um estudo do professor Adam Grant mostrou que líderes extrovertidos nem sempre apresentam o melhor desempenho — contrariando o que o Culto à Personalidade sugere.


Mais interessante ainda: o desempenho do líder depende do perfil da equipe.

Líderes extrovertidos tendem a ser mais eficazes com equipes passivas, pois conseguem motivar e direcionar o grupo com mais facilidade, algo comum em ambientes operacionais.


Por outro lado, em equipes proativas, criativas e questionadoras, o desempenho do líder extrovertido tende a cair. Isso porque, muitas vezes, eles têm mais dificuldade em ouvir e incorporar ideias do time.


Nesses contextos, líderes introvertidos costumam se destacar. Eles refletem mais, escutam melhor e tendem a dar espaço para que a equipe contribua, o que favorece a inovação.


Empresas inteligentes entendem essa dinâmica e buscam equilibrar perfis, alocando líderes de acordo com o contexto.


Em um futuro cada vez mais moldado pela inteligência artificial — onde a execução será automatizada — a criatividade e o pensamento estratégico serão ainda mais valorizados. E isso exige que aprendamos mais com os líderes introvertidos.



3 - Crianças altamente reativas


A introversão é um traço biológico ou algo construído ao longo da vida?


O psicólogo Jerome Kagan, da Universidade de Harvard, conduziu um estudo acompanhando crianças desde a infância até a vida adulta.


Ele identificou que bebês mais reativos, aqueles que choram mais ou se assustam com facilidade, tendem a se tornar adultos mais introvertidos.


Isso está ligado à sensibilidade a estímulos externos. Introvertidos, em geral, se sentem mais sobrecarregados por ambientes barulhentos ou imprevisíveis.


Ainda assim, o ambiente e a criação influenciam. Uma criança pode desenvolver comportamentos mais extrovertidos ao longo da vida, mas dentro de certos limites.


Como diz Susan Cain: um Bill Gates nunca será um Bill Clinton, e vice-versa.



4 - Teoria do traço livre


Será que introvertidos podem agir como extrovertidos?


O professor Brian Little propõe a teoria do “traço livre”: embora tenhamos tendências naturais, podemos agir fora delas por um período, especialmente quando isso está alinhado a algo que valorizamos.


Ele próprio, sendo introvertido, atuava como um professor altamente comunicativo. Mas, para equilibrar, criava momentos de recuperação, como caminhadas solitárias após interações intensas.


Introvertidos podem, sim, agir como extrovertidos — por um trabalho importante, por pessoas que amam ou por causas relevantes. Mas precisam de “nichos restauradores”: espaços ou rotinas que permitam recarregar a energia.


E isso vale também para extrovertidos. Momentos de silêncio e concentração também podem ser desgastantes para eles e precisam ser compensado., como por exemplo, após 2 horas de trabalho concentrado, ir com um amigo ao café para conversar um pouco em um ambiente mais estimulante.



5 - Ajude seus filhos


“Os pais precisam se distanciar das próprias preferências e ver como o mundo é aos olhos do filho quieto.”

Criar filhos introvertidos em um mundo que valoriza a extroversão é um desafio.


As escolas incentivam participação, trabalho em grupo e exposição — o que é importante. Mas também precisamos valorizar a capacidade de concentração, o pensamento crítico e a paciência.


Essa tarefa se torna ainda mais desafiadora quando os pais são extrovertidos.


Crianças introvertidas não têm dificuldade de se relacionar, apenas preferem interações mais profundas e ambientes menos estimulantes.


O papel dos pais é ajudar, sem forçar. Apoiar a adaptação ao novo, sem empurrar ao extremo. E, principalmente, fazer a criança acreditar que sua introversão não é uma fraqueza.


Popularidade não é o objetivo. Ter uma ou duas amizades sólidas já é suficiente.


No mundo corporativo, eu aprendi a me comportar como um extrovertido. Era o tipo de pessoa que chegava dando bom dia para todos e organizava os happy hours.


Mas nunca tinha parado para refletir sobre como a cultura e as instituições nos incentivam a agir assim.


Como diz Susan Cain, eu estava “atuando” como extrovertido por um propósito maior.


A diferença é que, no fim do dia, eu ficava esgotado. O fim de semana era dedicado a recuperar energia no silêncio.


Depois de ler o livro, talvez de forma inconsciente, segui um dos seus conselhos: entender o meu “ponto ideal”.


Decidi sair do mundo corporativo para focar no que realmente me energiza: arte, leitura e escrita.


Esse é o verdadeiro poder de se conhecer: usar seus próprios traços para construir um trabalho alinhado com quem você é.


Se você tem traços de introversão, espero que também encontre o seu caminho nesse mundo barulhento dominado pelo culto à extroversão.


Esse resumo é para que você não esqueça dos principais pontos, leia o livro completo para conseguir capturar esses e outros pontos.


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