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Conteúdo para quem procura ter uma vida mais produtiva, criativa e intencional

Atualizado: 1 de abr.

Há muito tempo atrás, haviam milhares de pequenos grupos de homosapiens espalhados pelo planeta. Mas a Natureza fez questão de eliminar  os grupos que não possuíam uma estratégia de sobrevivência.



Pense no cenário onde esses grupos viviam em cavernas, mas devido ao aumento do grupo, seria necessário explorar nos lugares para morar.


3 cenários hipotéticos aconteceram:


  1. Todos os membros do grupo possuem um perfil “aventureiro”. Todos saem juntos para procurar um novo lar. Num mundo perigoso, com vários predadores maiores do que os homosapiens, podemos imaginar o que pode ter acontecido. Um grande animal aparece e acaba com o grupo. Não sobra ninguém para contar a história ou resgatar os sobreviventes. Fim do grupo.

  2. Todos os membros do grupo possuem um perfil “conservador”. Ninguém quer sair da caverna pois existe um risco grande de morte. A comida ao redor acaba e todos morrem. Fim do grupo.

  3. Um equilíbrio entre “aventureiros” e “conservadores”. Alguns poucos membros saem para procurar novos lares, em grupos pequenos. Alguns não irão sobreviver, mas quem ficou sabe para onde não ir e criam novas expedições até encontrarem novos lares. No final, perfis mais para o meio aparecem, “pragmáticos” que seguem os aventureiros caso eles sinalizem segurança. Com essa diversidade, a probabilidade de sobrevivência do grupo aumenta consideravelmente.


Os homosapiens, via tentativa e erro (no caso, morte), aprendem que a estratégia é a diversificação de comportamentos em relação à segurança. O ideal seria uma curva quase que normal entre os extremos aventureiro e conservador.


Não por coincidência, é a mesma curva de adoção de tecnologias.


Cada pessoa possui uma sensibilidade própria ao nível de segurança para tomar decisões. Algumas precisam se sentir muito seguras para agir, outras conseguem navegar no mar de incertezas.


Não existe um lado certo ou errado, todos são vitais para a sobrevivência da espécie (mesmo num mundo sem predadores).


Mas saber onde você se encaixa é essencial para você tomar certas decisões na vida, seja nos investimentos ou na escolha de querer empreender (ou não).


Não porque é impossível você ter um perfil e ir para outro lado da curva, mas porque você precisará de um plano diferente e necessitará de muito mais energia mental para conseguir enfrentar o desafio.


Reflita e seja honesto consigo mesmo sobre a sua estratégia de sobrevivência,


 

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Uma das habilidades mais importantes, principalmente na era da informação, é ter a capacidade de fazer bons julgamentos. E uma das pessoas mais indicadas para ensinar isso é Charlie Munger.


Dirscurso Charlie Munger

O eterno parceiro de Warren Buffett foi um exemplo de como conseguir manter a mente funcionando até o final da vida. Faleceu ano passado (nov/2023) com 99 anos e ainda estava atuante nas decisões da empresa e muito são. Fez junto com Buffett a sua última reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway, respondendo perguntas e discutindo sobre as empresas investidas e a economia global.


Conhecido pelo seu bom julgamento e pelo conhecimento adquirido ao longo da vida, Munger deu um discurso famoso aos graduandos de Harvard em 1995 falando sobre os 25 erros de julgamento humano e depois revisou o discurso para o livro “Poor Charlie’s Almanack” de Peter Kaufman.


Basicamente, ele descreveu sobre economia comportamental antes da existência do termo economia comportamental. Inspirado pelo livro Influência de Robert Cialdini, ele fala brevemente dos vieses comportamentais, como eles atrapalham nossas decisões e como podemos criar antídotos para não cair nessas armadilhas mentais.


Veja o resumo visual de “A psicologia dos erros de julgamento humano” de Charlie Munger:


The Psychology of human misjudgment em português

 

Os 5 maiores insights


1. O poder dos incentivos


“Nunca, jamais, pense em outra coisa quando deveria estar pensando no poder dos incentivos.”- Charlie Munger

Uma das tendências mais fortes que temos como animais é a super resposta à incentivos, como já mostrado em vários experimentos, entre eles o famoso experimento com ratos de B.F. Skinner. 


Essa tendência ajudou os animais a sobreviverem ao longo dos anos, pois o incentivo leva a repetição de alguns comportamentos que resultaram em comida ou proteção.


Porém, no mundo moderno, onde temos comida abundante e relativa proteção, essa tendência acaba distorcendo alguns comportamentos.


Uma consequência é o viés causado por incentivos. O fato de haver um incentivo declarado, faz com que uma pessoa justifique seus atos (consciente ou inconscientemente), mesmo que esse ato seja imoral. Algumas pessoas, por exemplo, podem cometer fraudes contábeis com o intuito de melhorar os resultados da empresa e, consequentemente, aumentar o seu bônus. Ou um atleta utiliza substâncias ilegais para melhorar sua performance visando tirar vantagem e conseguir a vitória. Esse é o poder dos incentivos errados.


Por isso, é preciso ter cuidado quando for criar incentivos. Na maioria das vezes, eles alteram o julgamento e o comportamento das pessoas que estão sendo incentivadas. Pois tendemos a “jogar” com os incentivos, aprendendo a sua lógica e tentando tirar proveito das suas falhas para nos favorecer.


2. Tendência de evitar dúvidas


O cérebro humano tende a eliminar dúvidas, criando alguma lógica em busca de uma decisão.


No passado distante, quando nossa vida corria perigo quando encontrávamos algum animal selvagem, essa tendência era extremamente útil. Não tínhamos tempo para ficar pensando em uma estratégia de fuga ou um plano de contra ataque, precisávamos agir rápido, era literalmente uma questão de vida ou morte.


Porém, essa “herança” cognitiva ainda é forte. Não gostamos de ter dúvidas, tentamos encontrar padrões que nos ajudam a tomar decisões. Se vemos uma sequência de números aleatórios, procuramos a lógica da sequência (mesmo não existindo). Tentamos descobrir a fórmula que explica o mercado de ações ou os números da mega-sena (mesmo quando não existe).


Tentamos explicar eventos macroeconômicos com modelos simplificados tentando prever o futuro, mas só estamos saciando nosso desejo de eliminar a dúvida, mesmo que o modelo seja inútil em antecipar o futuro.


3. Tendência de evitar inconsistência


Da mesma forma que não gostamos de dúvidas, também não gostamos de mudanças ou inconsistências.


O cérebro humano tende a gostar do status-quo.


Talvez porque no início da nossa interação humana era mais fácil conseguir a cooperação de quem não mudava toda hora de opinião ou respondia com um comportamento diferente. A falta de padrão, acabava excluindo esses integrantes dos grupos, diminuindo sua chance de sobrevivência.


Um antídoto para essa tendência é fazer como Charles Darwin que treinava a si mesmo à considerar evidências que iam contra as suas hipóteses. Considerando fortemente aquelas que contrariavam as suas melhores hipóteses.


Ou seja, precisamos ficar atentos e treinar algo que é contra intuitivo para o nosso cérebro, que é questionar o status-quo. 


4. Tendência de reação errada ao contraste


Um viés importante de se ter em mente é que o nosso cérebro toma muitas decisões levando em consideração o contraste, ou seja, comparando duas ou mais coisas.


O caso mais clássico e importante é do vendedor de imóveis. Uma estratégia muito utilizada por eles (devido ao viés causado por incentivos), é mostrar primeiro aos compradores algumas casas bem ruins e com preços bem acima do normal, casas que eles não querem vender e sabem que será difícil vender. Depois eles mostram casas um pouco melhores com preços razoáveis.


O comprador não consegue tomar a decisão olhando a segunda casa isolada. Entra em cena o viés do contraste. Ele compara a segunda com a primeira, mais conservada e com um preço melhor, “Boa escolha”, diz o vendedor. O comprador não enxerga o “custo de oportunidade”, as outras casas em melhores condições com o preço parecido e é levado a comprar uma casa pior do que poderia, mas melhor entre as opções.


Tome cuidado com as suas escolhas, principalmente com as grandes, como a compra de uma casa.


5. Tendência Lollapalooza


Depois de conhecer as 24 tendências psicológicas mapeadas pela experiência de Charlie Munger, existe a tendência de que nenhuma tendência acontece de forma isolada e juntas, elas podem ser potencializadas, formando o efeito Lollapalooza.


A soma das tendências tende a ter efeitos não-lineares, agindo como um sistema complexo. Por isso, existe um gap na literatura que tenta explicar com experimentos alguns vieses de forma isolada, quando na vida real eles acontecem misturados.


 

Essas foram as 5 tendências que achei mais interessante, mas vale a pena entender cada um dos 25 vieses comportamentais.


Caso tenha te interessado, leia o livro “Poor Charlie 's Almanack” (infelizmente só me inglês), que possui entre esse discurso muitos outros que Charlie deu ao longo da vida ou veja o vídeo do discurso de Harvard.




 

E veja também 2 outros resumos sobre o assunto:


 

Esse resumo é para que você não esqueça dos principais pontos, leia o livro completo para conseguir capturar esses e muitos outros pontos.


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Qual é a habilidade que Warren Buffett e Jeff Bezos têm em comum, que possibilitou os dois se destacarem como os mais ricos do mundo? A capacidade de focar naquilo que nunca muda, no mesmo de sempre.

O mesmo de sempre Morgan Housel PDF

Warren Buffett uma vez comentou: “Sabe qual era o chocolate mais vendido em 1962? Snickers. E sabe qual é o chocolate mais vendido hoje? Snickers.”


Jeff Bezos disse que as pessoas sempre o questionam sobre o que vai mudar nos próximos 10 anos, mas quase nunca o perguntam o que não vai mudar nos próximos 10 anos. “Ao meu ver, essa segunda pergunta é na verdade a mais importante das duas.”


Buffett investe em empresas que tendem a ser dominantes nos seus mercados por longos anos, Jeff Bezos não foca seus esforços em tendências momentâneas, sabe que preço baixo, entrega rápida e um bom serviço ao cliente nunca sairão de moda


A melhor forma de entender o mundo é compreender que algumas coisas e, principalmente, alguns comportamentos nunca mudam.


Por isso, "O mesmo de sempre" (Morgan Housel) descreve 23 temas, mostrando com exemplos históricos o que sempre se repete, o mesmo de sempre.


 

Veja os principais pontos no resumo visual “O mesmo de sempre” (Morgan Housel):


Resumo visual O mesmo de Sempre Morgan Housel

 

Os 5 Principais Insights


1. A calma planta a semente da loucura


A economia sempre acontece em ciclos, que geralmente acontecem no decorrer de algumas gerações.


Quando a economia vai bem, as pessoas tendem a ficar otimistas, a vida é mais tranquila, sobra dinheiro, o que gera mais incentivos para comprar mais coisas. As pessoas se esquecem dos tempos difíceis e de economizar o dinheiro, começam a pegar mais dívidas.


Com o tempo, tanto consumo, eleva os preços com a inflação, o que dificulta o pagamento das dívidas, começa a desestabilizar a economia e entramos numa espiral negativa, que terminam em grandes crises.


Isso sempre aconteceu e sempre irá acontecer. Não acredite que ficaremos livres de crises e, principalmente, nunca caia na armadilha de acreditar que “dessa vez é diferente”. 


O lado positivo da crise é que em momentos terríveis, como guerras e crises financeiras, é onde a humanidade sente a necessidade de mudança e muitas coisas são criadas. Nos tempos difíceis é onde a inovação acontece.


2. É para ser difícil


“Tudo que vale a pena buscar vem com sofrimento.O segredo é ignorar a dor.” Morgan Housel

Se você acompanha Lermaislivros, sabe o que sempre bato nessa tecla: É para ser difícil. O caminho difícil é onde estão as melhores recompensas.


Nos investimentos, não adianta querer ficar rico da noite para o dia. Se você tentar, é muito provável que irá falir. A paciência faz parte do processo e a capacidade de tomar na cabeça e continuar evoluindo é uma habilidade necessária.


Da mesma forma é seguir um propósito. Não é fácil. Como disse Morgan Housel “Todo trabalho vem com um pedaço de que não gostamos. E precisamos dizer: faz parte.”


Nada é tão fácil como parece, por mais que você ache que é vendo o Instagram de quem já conseguiu ter sucesso no caminho.


Tenha consciência e encare o difícil. Esse é o caminho.


3. A melhor narrativa triunfa


As histórias são sempre mais poderosas do que estatísticas.


É da natureza humana se interessar e até memorizar mais com histórias do que com o simples conhecimento dos fatos. Por isso, livros de ficção e filmes nos chamam tanto a atenção.


A história da humanidade sempre existiu, passamos anos estudando isso na escola. E mesmo assim,Yuval Harari vendeu milhões com o seu livro Sapiens (veja o resumo aqui), contando as mesmas coisas mas com uma narrativa muito melhor.


A habilidade de contar história sempre encantou os humanos (e sempre irá encantar). 


Por isso, é importante saber que tão importante quanto o que dizemos ou fazemos, é o como dizemos e como apresentamos.


4. Incentivos: a força mais poderosa do mundo


“Quando os incentivos são absurdos, os comportamentos são absurdos.”

Às vezes, ficamos indignados como algumas pessoas podem chegar ao ponto de fazer loucuras no trabalho, como fraudes gigantescas (como no episódio recente das Americanas).


Mas se olharmos a fundo, veremos um comportamento que se repete a milhares de anos, essas pessoas estão seguindo os incentivos que lhe foram dados.


“As pessoas seguem incentivos, não conselhos.” James Clear

Incentivos é uma faca de dois gumes, podem ser o catalisador para aumentar a produtividade e criatividade, mas também para mascarar (e servir de muleta) para algumas pessoas ultrapassarem os limites morais.


Então, sempre tome cuidado quando for definir incentivos. E uma boa pergunta para se fazer é: “Quais dos meus atuais pontos de vista mudariam se meus incentivos fossem diferentes?” Questione-se.


5. As feridas fecham, mas as cicatrizes permanecem


É muito mais fácil olharmos para trás e tirar conclusões de como deveríamos ter nos comportado. Olhando para as crises, é fácil ver que os mercados chegaram no fundo e seria uma boa hora de comprar ações.


Mas quando você está no olho do furacão é difícil você tomar certas decisões, que no futuro parecerão loucuras.


Na Alemanha antes da segunda guerra mundial, os níveis de desemprego e fome eram absurdos e muitos alemães viram na figura de Hitler uma salvação. Olhando após os acontecimentos, ninguém em sã consciência daria apoio ao que aconteceu, mas é mais fácil julgar depois.


“Aqueles que não viveram os grandes eventos terão dificuldades para compreender o ponto de vista de quem viveu.”

 

QUANDO NOSSO FOCO SÃO AS COISAS QUE NUNCA MUDAM, PARAMOS DE TENTAR PREVER EVENTOS INCERTOS E DEDICAMOS MAIS TEMPO A COMPREENDER O COMPORTAMENTO ATEMPORAL.


 
Livro O mesmo de sempre

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