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Blog para compartilhar conhecimento, bons livros, reflexões e aprendizados

Conteúdo para quem procura ter uma vida mais produtiva, criativa e intencional

  • 12 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Ao abrir os olhos, Arianna percebeu que estava no chão do escritório, ao lado de uma poça de sangue.



Arianna Huffington era o retrato do sucesso: economista formada em Cambridge, comentarista política, e fundadora do The Huffington Post, um dos maiores sites de notícias do mundo.


Para alcançar tudo isso, ela tinha um estilo frenético. Mandava e-mails às 3 da manhã e esperava respostas, dormia apenas quatro horas por noite e se gabava de conseguir passar dias sem dormir. Queria estar em todas as reuniões e até editar ela mesma alguns textos. Era imparável.


Até o dia em que, do nada, parou.


Em 2007, desmaiou no próprio escritório por puro esgotamento. Bateu a cabeça na mesa e, por sorte, não sofreu nada mais grave. Apenas um osso do rosto quebrado e um olho roxo.


“Eu acreditava que sucesso era trabalhar até cair. Literalmente, eu caí. E percebi que estava seguindo um modelo de sucesso que não era sustentável.”

O ponto de virada


A inércia é uma força poderosa. Entramos no jogo e aprendemos a jogar tão bem que esquecemos de parar e refletir se realmente é o jogo que queríamos estar jogando.


Arianna estava vencendo o jogo corporativo: sucesso, poder, dinheiro e status. Mas o acidente fez com que ela repensasse o conceito de sucesso.


“Eu percebi que havia dois pilares do sucesso: dinheiro e poder. Mas eles não bastam. Precisamos de um terceiro pilar: bem-estar, sabedoria e propósito.”

O The Huffington Post foi vendido à AOL por US$ 315 milhões, e Arianna fundou uma nova empresa: a Thrive Global, criada com o propósito de acabar com o mito de que o burnout é o preço do sucesso.


Seu objetivo passou a ser ajudar empresas e pessoas a não repetirem os erros que ela mesma cometeu.


Precisamos bater com a cara no chão?


É curioso, mas o ponto de virada de muitas pessoas acontece apenas depois de um acidente ou uma crise profunda.


Somente depois de bater a cabeça e acordar com sangue no chão, é que Arianna percebeu que estava trilhando um caminho insustentável e repensou o seu propósito.


Para mim, existem 3 momentos na vida onde esse tipo de decisão acontece:

  1. Após um acidente que faz você perceber que a vida é curta;

  2. No leito de morte, quando já é tarde depois para tentar mudar;

  3. Quando você aprende a parar e refletir sobre suas verdadeiras prioridades;


Dentre os três, não precisamos ser um gênio para saber qual é o melhor. 


Você não precisa desmaiar no escritório para repensar o que está fazendo com a sua vida. Você não deve esperar o fim dela para se arrepender do que deixou de fazer.


Como disse o lendário investidor Charlie Munger: “Tudo o que eu quero saber é onde vou morrer, para nunca ir lá.”


Se sabemos quais caminhos levam ao arrependimento, o mais inteligente é evitá-los.


Reflita sobre o caminho que está seguindo e se chegar a conclusão que precisa mudar. Comece a preparar a sua mudança na direção que deseja ir. 


Vai dar preguiça, pode dar muito trabalho, vai ser desconfortável. Mas comece dando passos pequenos e buscando uma solução.


Porque não precisamos cair com a cara no chão.

Se você já leu "Cansei" O que fazer para mudar e sair dessa vida cansada", não se esqueça de avaliar.


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  • 8 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Quais conselhos você daria para seus filhos e para as pessoas que você ama? Essa foi a idéia de Kevin Kelly quando começou a escrever alguns conselhos para ler em reuniões de família.



Depois de alguns anos, essa “coletânea” de conselhos virou o livro “Grandes conselhos para a vida”.  Pequenas frases que podem ser lidas - e relidas - aos poucos e ao longo da vida.


Frases que irão fazer você refletir sobre a sua carreira, as suas prioridades e como se manter motivado ao longo da vida.


A seguir, os ensinamentos que mais me chamaram a atenção no resumo visual de Grandes Conselhos para a Vida (Kevin Kelly):


Resumo Grandes Conselhos para a vida Kevin Kelly

5 Principais Insights


  1. Não seja o melhor, seja o único


Em vez de focar em ser o melhor em um jogo com vários competidores, procure um jogo onde você é o único competidor.


Encontrar o seu “oceano azul” é um dos segredos para criar um negócio lucrativo e sustentável.


  1. Sempre que não souber que caminho seguir, escolha o que produz mudança


Em vários momentos da vida nos deparamos com decisões sobre qual caminho seguir. Na dúvida, escolha o que irá gerar algum tipo de mudança - em vez daquele que irá manter o status quo.


Apesar de parecer mais arriscado, geralmente, é o caminho que apresentará mais recompensas e crescimento pessoal.


  1.  Mostre-me sua agenda e eu te direi as suas prioridades


É fácil falar que sua família, ou sua saúde é prioridade. Mas a melhor forma de realmente entender o que é sua prioridade é ver a sua agenda.


Não se engane. Veja como você está alocando o seu tempo, reflita e realoque de acordo com sua prioridade. Ou seja sincero e assuma suas verdadeiras prioridades.


  1. Treine seus funcionários tão bem para que consigam outro emprego, mas trate-os tão bem que nunca queiram sair.


Sua função como líder não é criar “prisioneiros”. Treine tão bem seus funcionários que eles tenham potencial para ir para onde quiserem, mas trate tão bem que eles escolham ficar com você.


Acredite, a discussão de salário só aparece depois que o funcionário não se sente valorizado, não tem autonomia e não está aprendendo mais nada.


  1. Trabalhe para se tornar, não para adquirir.


O foco do seu trabalho não deve ser acumular dinheiro e tem bens materiais cada vez mais caros. Esse é o segredo da infelicidade, pois não tem fim.


Trabalhe para se tornar aquela pessoa que você deseja. Foque no seu desenvolvimento pessoal. Principalmente se você está começando no mercado de trabalho. Em vez de priorizar o estágio ou emprego que pague mais, escolha aquele que irá te desenvolver mais. 


Pense até em trabalhar de graça com quem está fazendo bem aquilo que você gostaria de fazer.


Comece o plano B trabalhando - de graça - para alguém que está no mesmo mercado que você pretende entrar.


Esse resumo é para que você não esqueça dos principais pontos, leia o livro completo para conseguir capturar esses e outros pontos.


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  • 28 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Eu me preocupo com o futuro dos meus filhos, como todo pai e mãe. E sei que o mundo em que eles vão atuar será muito mais dinâmico que o nosso. Vão precisar mudar de profissão, se reinventar e aprender coisas novas várias vezes ao longo da vida.



Para isso, terão de desenvolver habilidades essenciais — especialmente se quiserem empreender.

Infelizmente, aprendemos muito pouco sobre empreendedorismo na escola e, na minha opinião, isso não irá mudar a ponto de ajudar os nossos filhos.

Nos últimos anos, conciliando a vida de pai com a jornada no empreendedorismo digital, uma pergunta não sai da minha cabeça:

Como desenvolver essas habilidades desde cedo?

Uma das formas que pensei  — e o que tenho testado com meus filhos — é simples: Deixe as crianças entediadas.

O valor do tédio

Como pais, queremos que nossos filhos usem bem o tempo.Durante a semana, as agendas são cheias: escola, atividades, tarefas. No fim de semana, queremos que brinquem, saiam ao ar livre, ajudem em casa.

Mas, como empreendedor e artista, aprendi que uma das habilidades mais importantes é saber lidar com o tédio.

O tédio provoca dois efeitos poderosos:


1. Ele estimula o pensamento criativo.

Ficar em silêncio, sozinho, com os próprios pensamentos é um exercício muito poderoso. Esses momentos de pausa são férteis para ideias e insights.

Não só crianças, mas muitos adultos não conseguem ficar sozinhos com a própria mente, pois nunca foram treinados para isso.

Como disse Blaise Pascal: “Toda a infelicidade dos homens provém de uma única coisa: não saberem permanecer em repouso num quarto.”


2. Ele ensina a agir sem ordens.

As crianças estão acostumadas a receber instruções: faça a lição, arrume o quarto, coma, durma, jogue bola. Por isso, adoram tanto assistir TV — é o único momento em que não precisam pensar no que fazer.

Coloque uma criança sem TV em um quarto cheio de brinquedos e ela provavelmente vai dizer: “Não sei o que fazer.”

No mundo corporativo, é parecido. Há sempre alguém dizendo o que precisa ser feito — relatórios, reuniões, ajustes. A maioria se torna excelente em executar ordens.

Mas empreender é o oposto.Não existe chefe dizendo o que fazer. Você precisa pensar por conta própria, decidir o próximo passo, criar algo do nada.

Essa habilidade se torna essencial: fazer quando não há nada para fazer.


Um exemplo prático

Meu filho mais novo, de 5 anos, tem acordado às 5h30. Tenho o sono leve e, quando o ouço sair do quarto, já acordo também.

Antes, eu levantava e ficava com ele na sala. Por sono ou conveniência, ligava a TV para mantê-lo quieto.

Hoje, faço diferente. Fico no quarto, ouvindo à distância para garantir que está tudo bem, mas deixo ele se virar. Na noite anterior, preparo alguns brinquedos e deixo que ele escolha o que fazer.

No começo, ele não gostava e ia ao quarto nos acordar. Mas, aos poucos, começou a montar castelos com blocos magnéticos, desenhar e brincar com carrinhos. Aprendeu a ficar sozinho — às vezes, por mais de uma hora.

Esse é o poder do tédio. Ele força a criança a inventar, explorar, criar.


O papel dos pais

No início, é difícil. As crianças vão reclamar, pedir companhia, insistir para alguém brincar junto. Mas precisamos resistir ao impulso de resolver o tédio por elas.

Se queremos desenvolver nelas o espírito empreendedor, temos de permitir que enfrentem o vazio — e aprendam a preenchê-lo.


O bônus? Depois que aprendem a brincar sozinhas, ganhamos um tempo precioso de sossego.


E, mais importante:

Elas ganham algo que nem toda escola ensina: autonomia, criatividade e iniciativa.



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