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O dia que o Natal parou a guerra e o desafio do novo normal

No Natal de 1914, em Flandres, na Bélgica, durante a Primeira Guerra Mundial, ocorreu um momento único na história: tropas inimigas pararam os confrontos para uma confraternização natalina.

Com direito a troca de presentes, conversas, música e até partidas de futebol, as tropas britânicas e alemãs comemoraram como se fossem amigos de longa data.


Esse acontecimento ficou conhecido como “A trégua de Natal”.


E o que possibilitou esse momento impensável foi a configuração do campo de batalha, mais precisamente a proximidade das trincheiras rivais. Diferente de outras guerras.


Segundo Daniel Coyle, no livro “Equipes Brilhantes”, os vários meses no frio e na lama, ouvindo os inimigos a poucos metros de distância, criou diversos “sinais de pertencimento”.


Os soldados começaram a ver que os inimigos sofriam da mesma forma que eles, obedecendo ordens, tendo uma rotina, as mesmas preocupações.


Começaram a se comunicar de forma indireta, sinais de parada do confronto a noite eram sinalizados com tiros em ritmo de uma música conhecida que eram respondidos com as tropas inimigas cantando o resto da música.


Todos esses sinais começaram a criar o pensamento coletivo de que “estamos todos no mesmo barco”.


E devido a coragem de um dos lados em propor um cessar fogo de natal, o outro lado respondeu de forma natural, amigável.


Mesmo no caos da guerra, criou-se entre essas tropas, uma cultura de pertencimento.

 

Pensando agora no novo normal, podemos tirar algumas lições desse acontecimento para as organizações:


1. Proximidade é importante sim e funciona de maneira invisível, com sinais que não tem a ver com o trabalho em si, mas com o lado humano das pessoas


2. Construir pertencimento leva tempo, mas não leva tanto quanto se imagina. Com alguns meses tropas inimigas se uniram no meio da guerra (espero que não seja esse o clima dentro da sua empresa).


3. Pequenos sinais de pertencimento criados pelas pessoas é mais efetivo que uma ordem top-down


Ainda não sentimos esse tipo de impacto, afinal leva tempo para construir (ou não construir) uma cultura.


Por isso o grande desafio para os líderes e para o RH é como se adaptar ao novo normal sem perder sinais importantes de pertencimento.


Dica: trincheiras cheia de lama por vários dias seguidos (rs).

 

Livros para os questionadores:


Ler mais livros é compartilhar conhecimento.


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