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Como não abandonar suas metas em março

Um pouco atrasado para falar de metas do ano, mas como bom brasileiro, vamos considerar que o ano só começa depois do Carnaval.


Eu vivo uma relação de amor e ódio com resoluções de Ano Novo. Em alguns anos, sigo minhas metas com disciplina. Em outros, elas viram apenas uma lista empoeirada esquecida em algum canto (como aconteceu em 2025).


Para este ano, decidi repensar completamente a forma como defino minhas metas. Abaixo estão algumas reflexões que têm me ajudado  e que talvez também façam sentido para você.


  1. Repense a janela de tempo


A virada do ano é, sim, um bom momento para refletir. Mas isso não significa que todas as metas precisem ser anuais.


Um ano costuma ser tempo demais para concluir uma tarefa. No início, a meta parece distante e desmotivadora. No fim do ano, vira uma corrida contra o relógio, gerando ansiedade.


Uma alternativa mais saudável é trabalhar com ciclos menores (3 meses, por exemplo). Outra opção é criar um ritual no meio do ano para revisar tudo o que foi definido. O importante é não ficar preso ao calendário.


  1. Foque no processo, não no resultado


Um dos motivos que me fizeram abandonar metas no passado foi a sensação de falta de controle. A maioria delas era baseada em resultados finais: patrimônio financeiro, faturamento, crescimento.


O problema é que os resultados dependem de muitas variáveis fora do nosso controle. Isso dificulta saber se estamos, de fato, evoluindo.


Uma saída é transformar metas de resultado em metas de processo. Em vez de focar no número final, vale assumir hipóteses sobre o que leva até ele e colocar a meta no que você pode executar.


Por exemplo: em vez de “atingir X de receita”, algo como “postar conteúdo no Instagram por 30 dias consecutivos”. O foco passa a ser a ação e não a ansiedade.


  1. Use metas para testar hipóteses


Mesmo quando não estão diretamente ligadas ao resultado, as metas devem apontar para algum objetivo maior. Pense nelas como experimentos.


Um exemplo simples: “Vou me exercitar logo ao acordar por 30 dias para criar o hábito e melhorar minha saúde.”


Ao final do período, pare e reflita. Vale continuar? Ajustar? Abandonar?


Talvez você descubra que o horário da manhã não funciona tão bem. Ou que treinar na hora do almoço é mais viável. Ou que deu certo  e agora faz sentido estender o desafio para 60 dias.


Metas não são compromissos eternos. São testes.


  1. Elimine antes de adicionar


Adicionar coisas à rotina é fácil. Difícil - e muito mais poderoso - é eliminar o que não gera valor.


O que você pode cortar hoje? Cancelar uma newsletter que nunca lê. Unificar relatórios com outras áreas. Eliminar reuniões recorrentes que perderam o sentido.


Menos ruído cria mais espaço para o que realmente importa.


  1. Seja egoísta (no bom sentido)


Como você pretende evoluir este ano? Quais cursos quer fazer? Quais hobbies abandonou e gostaria de resgatar?


Reserve um tempo só para você. Não para o trabalho. Não para a família. Um tempo genuinamente seu.


Se você não estiver bem  mental e emocionalmente, dificilmente conseguirá ajudar quem está à sua volta. Esse tempo é sagrado.


  1. Comemore suas metas


Associe alguma forma de comemoração às metas concluídas. Não precisa ser nada extravagante.


Toda celebração gera uma pequena dose de dopamina  e isso ajuda a consolidar novos hábitos. Quanto mais difícil a meta, melhor deve ser o prêmio.


Você merece reconhecer o esforço.



No fim das contas, é importante ter objetivos em mente. Mas metas são apenas instrumentos para direcionar nossos esforços com propósito.


Em vez de ficarmos ansiosos por números que não controlamos totalmente, vale focar na qualidade daquilo que conseguimos entregar. O resto é consequência.


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