Modelo de carreira
- gelsontk

- há 8 horas
- 2 min de leitura
Quando pensamos em carreira o que vem na cabeça é a pirâmide corporativa. Entramos como estagiários e vamos evoluindo rumo ao topo. Esse é o modelo linear.

As regras do jogo são simples. São poucos lugares no topo e você precisa batalhar para chegar lá, mas o prêmio para quem conseguir é muito bom. Só os fortes sobrevivem e merecem ser coroados.
O trade-off é que exige dedicação do seu tempo. Se você quiser parar para cuidar dos seus filhos, por exemplo, o modelo irá dizer “Um pena! Tem alguém tão capacitado quanto você que está disposto a não sacrificar a carreira.”. A esteira precisa continuar andando.
Mas esse não é o único modelo que existe.
No livro “Construa a vida que você quer”, Arthur Brooks comenta sobre mais 3 modelos de carreira: estável, transitória e em espiral.
A carreira estável é para quem prioriza a segurança. Não tem a ambição de ganhar muito dinheiro (o suficiente para viver bem), nem de obter o status de um diretor ou um CEO. Mas gosta da estabilidade financeira e prioriza o tempo disponível para fazer outras coisas fora do ambiente de trabalho.
Andando na escala de segurança, existe também a carreira em espiral. Em vez de permanecer em uma empresa, um ramo específico, essas pessoas procuram novidades. De tempos em tempos, elas procuram algo totalmente diferente para a carreira. Vivem a vida em ciclos de 7 a 10 anos.
Utilizam as habilidades aprendidas para aplicar de forma disruptiva em outros campos. Podem ficar alguns anos fora do mercado para cuidar dos filhos e depois voltarem para algo totalmente diferente do que faziam.
E, por último, a carreira transitória, que são para pessoas desapegadas da segurança. Aqueles que adoram experimentar coisas novas e mudam de emprego não pelo dinheiro ou pelo status, mas para conhecer estilos de vida diferentes, experiências sociais ou até mesmo localidades e culturas novas.
Todas elas possuem pontos positivos e negativos. E não existe o modelo ideal para todos, porque cada pessoa tem prioridades diferentes e as próprias prioridades podem mudar ao longo da vida.
Ter o modelo mais alinhado com as suas prioridades, porém, é um grande passo para ter uma vida mais feliz.
Não se trave a um modelo somente porque as pessoas falaram que você deve seguí-lo.
Reflita sobre o que você valoriza nessa vida. Segurança? Liberdade? Status? Experiências? Criatividade?
Se você está em dúvida qual modelo você deveria seguir, leia as descrições novamente. Você sentirá mais empolgação em um dos modelos porque, lá no fundo, você já sabe qual é o seu modelo.
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