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Livro - Rediscovering travel (Seth Kugel)

Atualizado: 5 de out. de 2021

Ótimo livro para começar 2020. Seth Kugel foi escritor do blog "Frugal Traveler" do New York Times e hoje é youtuber de viagens, como os canais "Globally Curious" e "Amigo Gringo". Nesse livro ele colocar vários pontos para reflexão sobre as nossas viagens. Não dicas de passeios ou bagagem, nem como conseguir mais milhas, mas sim sobre como a tecnologia tem transformado a nossa experiência (talvez mais para o negativo do que positivo) e como a própria palavra "experiência" anda distorcida atualmente.

Rediscovering travel Seth Kugel

Se você perguntar para as pessoas o que elas mais gostam de fazer, a maioria esmagadora irá dizer: viajar. Trabalhamos o ano inteiro para conseguir tirar aqueles suados dias de férias só para esfriar a cabeça e sair da rotina, viajando para outro lugar.


A globalização e a tecnologia facilitaram ainda mais as viagens e abriram um leque gigantesco de possibilidades. Agora, o tradutor do Google te transformou em poliglota, quem diria que seria tão fácil entender chinês, russo ou até o português de Portugal (rs).


Airbnb, Uber, Google Maps, até o Tinder vieram para trazer toda a comodidade que para a geração anterior seria impensável.


Mas como tudo nessa vida, existem os trade offs e são esses pontos que Seth descreve (às vezes meio extremista) e que eu tenho refletido também, concordando em grande parte com ele. O mais interessante, porém, não é concordar com ele, mas sim estar ciente da transformação que as nossas viagens estão passando e, principalmente, do impacto de tudo isso.


Uma das primeiras reflexões é como as viagens estão se tornando cada vez menos orgânicas. Hoje você pode planejar a sua viagem fim a fim no exterior, sem depender e interagir com quase ninguém do local. Você chega ao aeroporto, algum translado te pega e leva para o Hilton (aqui talvez você tenha que falar no check-in, mas não garanto que será alguém local). Depois você sai, toma um café no Starbucks mais perto (mesmo estando milhares de KM dos EUA), se prepara para um city tour com algum imigrante que resolveu morar no país, come em algum McDonalds ou KFC e volta para o hotel. Poderia estar falando de Londres, Berlim, Tóquio, São Paulo ou Los Angeles. Nem para pedir informação, interagimos mais, abrimos o Google Maps, perguntamos para Siri ou Google mesmo.


Será que não estamos perdendo algo com tudo isso? As viagens deveriam ser mais do que ir ao Louvre tirar foto com a Monalisa (sem conhecer tudo que ela representa), deveriam ser mais do que tirar uma selfie para postar no Instagram. Parte da experiência é conhecer a cultura local, seus costumes, sua culinária e sentir o clima do lugar, o que é impossível sem se conectar com pessoas (tarefa que não é nada fácil, para mim e para o autor).


Além disso, as empresas de "viagens" e suas "inteligências artificiais" estão cada vez mais

influenciando nossas experiências. Primeiro, sites como Booking, Tripadvisor, entre outros, visando o lucro, começaram a "influenciar" os resultados das suas pesquisas utilizando uma variável interessante: Valor pago pelo hotel para o site. Adivinha quem são os mais alugados? Seth mostra como utilizar o melhor site para suas escolhas e como utilizar os filtros nos reviews.



Reviews que também influenciam da vez mais o que iremos fazer. Assim como eu, aposto que você olha vários top 10 restaurantes, as notas mais altas ou melhor custo benefício do tripadvisor. O grande problema: expectativas. Muitas vezes em cima de reviews de pessoas com outras cabeças, paladar ou situação financeira que a sua. Spoiler: Não leia reviews!


E outro ponto importante do livro é sobre ser um viajante sustentável. Lembre-se que você é um visitante no local, não banque o espertão, não seja babaca, entenda que os costumes são outros e contribua para alavancar o comércio local e a comunidade.


Como viram pelo tamanho do post, tem muita coisa interessante no livro e ainda cortei várias reflexões. Às vezes acho que o autor enrola muito nas histórias pessoais que ele usa para exemplificar alguns pontos, mas que dá o toque pessoal. E curiosamente, ele morou em São Paulo por um bom tempo e adora do Brasil. Ele também viajava sozinho e bancado pela editora, o que permitia algumas loucuras impensáveis para uma viagem em família, por exemplo.


Mesmo assim, recomendo para quem, além de gostar de viajar, também se preocupa em ter experiências verdadeiras e em agregar um pouco de cada lugar no seu próprio eu, em vez de ter mais likes no facebook.



 

Se você gostou do livro e pensa em comprar, não esqueça de comprar através do link do site (sem valor adicional no preço):


Compartilhe conhecimento e indique a página para os seus amigos.

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